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77 anos do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros – CISAM

 

Nesta segunda-feira (23/01), o Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros da Universidade de Pernambuco (CISAM/UPE) completa 77 anos. Considerada a maior maternidade de Pernambuco em número de atendimentos, o CISAM é referência no Estado na assistência à gestante de alto risco e na capacitação de profissionais, na área de assistência integral à mulher.

Fundado em janeiro de 1947, o CISAM teve sua origem na Maternidade da Encruzilhada e no Centro de Saúde Amaury de Medeiros, ambos pertencentes à Secretaria de Saúde de Pernambuco. Em 1973, a antiga Fundação de Ensino Superior de Pernambuco (FESP), hoje Universidade de Pernambuco (UPE), assumiu a administração dessas instituições, incorporando-as como Hospital de Educação e Saúde.

Entre 1993 e 1997 foi avaliado pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa como o melhor Serviço Público Estadual na Assistência à Mulher, por se incorporar ao movimento de mulheres em favor da implantação do aborto previsto por lei. Em 1996, o CISAM passou a ser hospital referência também na assistência à mulher vítima de violência.

Desde 1995, as disciplinas de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco (FCM/UPE) são ministradas nessa instituição, promovendo a integração docente-assistencial. Atualmente o CISAM está integrado aos cursos de graduação, pós-graduação e residência da FCM e da Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças (FENSG/UPE).

Em março de 1999, o Laboratório de Patologia Clínica do CISAM recebeu o certificado de Qualidade do Ministério da Saúde, representado pela Coordenação Nacional DST/AIDS. Indicado para representar Pernambuco no concurso ao Prêmio Galba Araújo, o CISAM foi referenciado pelo Ministério da Saúde para ser um Centro de Treinamento destinado a Médicos e Enfermeiros na Abordagem Sindrômica das Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Tendo como carro-chefe a Humanização da Assistência ao Parto e ao Nascimento, o CISAM desenvolve diversos programas com esse objetivo, como os programas: Iniciativa Hospital Amigo da Criança, Assistência à Mulher Vítima de Violência, Mãe Canguru, DST/AIDS, Triagem Neonatal (teste do pezinho) e Casa da Mulher-albergue social e centro de treinamento para o parto natural.

Sempre em busca de uma Assistência Humanizada, a direção do CISAM promove trabalho de sensibilização com seus profissionais, visando a uma nova relação destes com os usuários. Como exemplo, tem-se a garantia do direito de acompanhante a todas as mulheres durante o internamento. Também é dado ao pai o direito de assistir ao parto do seu filho, seja parto natural ou cirúrgico.

O CISAM conta ainda com uma Comissão de Humanização da Assistência Hospitalar, baseada no Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar, elaborado pelo Ministério da Saúde. A comissão tem o intuito de fortalecer as iniciativas e trabalhar para a implantação de ações que promovam cada vez mais o atendimento humanizado. As reuniões costumam ocorrer semanalmente, com 13 membros de diversas áreas de saúde.

A UPE parabeniza a todos os que fazem a unidade e destaca a sua importância para a instituição, no intuito de atender a demanda da sociedade, proporcionar o bem-estar à população e deseja, ainda, sua contínua e progressiva reinvenção institucional.

Professor da FCM/UPE receberá prêmio internacional

 

O professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco (FCM/UPE), Dr. Gustavo Carvalho, vai receber um prêmio internacional pela excelência do seu trabalho dedicado à cirurgia minimamente invasiva, em especial a cirurgia minilaparoscópica.

A cirurgia minilaparoscopia é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva, que difere da cirurgia laparoscópica, pela utilização de instrumentais de calibre menor, com 2mm e 3 mm, ao invés dos instrumentais convencionais que têm 5mm ou 10 mm.

Com 25 anos de experiência na área, o docente foi eleito por diretores e ex-presidentes da Society of Laparoscopic & Robotic Surgeons (SLS) para receber o Excel Award da instituição, fundada nos Estados Unidos e que representa internacionalmente os cirurgiões especializados em cirurgia minimamente invasiva.

Reitora e Vice-reitor da UPE participam de evento em celebração ao ano novo chinês

 

Nesta quinta-feira (19/01), foi comemorado o ano novo chinês, na Praça do Marco Zero, no Recife. Essa festividade é uma data móvel, baseada no calendário lunar. Cada ano chinês é regido por um animal e um elemento da natureza (água, terra, madeira, fogo e metal), sendo 2023 o ano do Coelho, símbolo de longevidade, paz e prosperidade na cultura chinesa, que corresponde ao ano 4721 do calendário Chinês.

O Consulado-Geral da China celebrou juntamente com a Prefeitura do Recife esta festividade, que contou com diversas programações culturais, unindo o Recife e a China através de um show de iluminações e mappings, sendo o primeiro ano do reconhecimento municipal deste importante evento para a cultura chinesa. O ano novo chinês foi incluído no calendário oficial de eventos do Recife em 19 de outubro de 2022, na Lei Municipal N° 18.992.

A comemoração contou com projeções de luzes, que mostravam símbolos do festival e as tradições culturais da China. Durante o evento, o público montou lanternas de papel em figura de coelho e ganharam lembrancinhas típicas chinesas pela divulgação da festa na rede social. 

Além do show de luzes, a programação do evento foi composta por apresentações tradicionais chinesas, danças e maracatu. Estiveram presentes a Reitora e Vice-reitor da Universidade de Pernambuco (UPE), Profa. Socorro Cavalcanti e Prof. José Roberto; o Cônsul Geral da China em Recife, Yan Yuqing; o presidente da Associação da Comunidade Chinesa Recife Brasil (ACCRB), Lu Gonrong; e o Secretário de Turismo de Pernambuco, Daniel Coelho.

Na UPE, temos o Instituto Confúcio (IC), uma instituição educacional sem fins lucrativos, que tem como objetivo apoiar e promover o ensino da língua e cultura chinesa, assim como melhorar a compreensão bilateral e a amizade entre os povos, intensificar a cooperação e intercâmbio na área educacional e cultural, desenvolver as relações amigáveis entre a China e os países estrangeiros e estimular a multipolarização e a multiculturalidade a fim de construir um mundo mais harmonioso.

O IC chegou ao Recife como resultado de um convênio entre a UPE e a Sede Central do Instituto Confúcio (Hanban), em parceria com a Universidade Central de Finanças e Economia, em Beijing. O Instituto ensina a língua chinesa, forma professores de língua chinesa, oferece livros e material de ensino, realiza o exame HSK, bem como os exames para certificação de professores dessa língua, oferece serviço de consulta sobre a educação e cultura chinesas, organiza atividades festivas e culturais chinesas e realizar o intercâmbio linguístico e cultural entre a China e o Brasil.

O Instituto Confúcio da UPE é o primeiro no Nordeste do Brasil, sendo uma plataforma fundamental para o ensino da língua e cultura chinesas na região. Os professores e alunos do IC participaram das apresentações de dança moderna chinesa, dança de leão, canto de coral e arte marcial.

 

PROGRAMAÇÃO 

17h30-18h55  Interação com o público-Montagem de Lanternas 

18h55-19h05  Mensagens pelas Autoridades

19h05-19h20  Espetáculos Culturais

19h20-19h35  1ª Sessão do Show de Luzes

19h35-19h45  Pausa

19h45-20h00  2ª Sessão do Show de Luzes

 

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

 

21 de janeiro é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, data fundamental para refletir sobre as diferentes formas de exclusão e preconceitos. A data foi escolhida em referência ao Dia Mundial da Religião e em homenagem à Iyalorixá Mãe Gilda, que foi vítima de intolerância religiosa no final de 1999, sendo agredida devido às suas práticas religiosas. O terreiro Abassá de Ogum, coordenado por Mãe Gilda, foi alvo de violência, com duas invasões em 2000, resultando na morte da ialorixá por infarto fulminante.

Segundo o Prof. Dr. Mário Ribeiro dos Santos, docente da UPE - Campus Mata Norte, "É uma data-protesto, o dia 21 de janeiro. Mãe Gilda de Ogum faleceu vítima da intolerância religiosa, que no nosso país se manifesta como Racismo Religioso. A temática racial não está dissociada desse tipo de violência, que nega, condena, desqualifica, inferioriza e sataniza as outras práticas religiosas diferentes das crenças hegemônicas. Precisamos falar sobre essa conquista para os povos de terreiro e ocupar todos os espaços, principalmente depois de passarmos por um período de violação da laicidade. Vivemos num país plural, democrático e não podemos alimentar posturas segregacionistas, elegendo uma única maneira de professar a fé".

Em 2007, o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.635, de 27 de dezembro de 2007, que instituiu o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, comemorado anualmente em todo território nacional no dia 21 de janeiro.
Em 11 de janeiro de 2023 foi assinada a lei nº 14.532, que altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 (Lei do Crime Racial), e o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para tipificar como crime de racismo a injúria racial, prevê pena de suspensão de direito em caso de racismo praticado no contexto de atividade esportiva ou artística e prever pena para o racismo religioso e recreativo e para o praticado por funcionário público. É possível denunciar casos de intolerância religiosa pelos canais do Ministério dos Direitos Humanos, a partir do Disque 100.

Para o Prof. Dr. Edjaelson Pedro da Silva, especialista na área jurídica, “o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado nesse sábado, reforça a necessidade de dizer “não” a discriminação e ao preconceito que, lamentavelmente, ainda dão as caras em nosso meio social. Do ponto de vista jurídico, a data serve para que possamos defender que alguns avanços, como a laicidade do Estado e a liberdade de culto, permaneçam intocáveis, e para pensarmos em mais mecanismos legais para assegurar o direito à religião”.

As religiões são temas de estudos de docentes da Universidade de Pernambuco, como os integrantes do Laboratório de Estudos da História das Religiões, localizado na UPE – Campus Mata Norte. O LEHR possui diferentes ações de ensino, pesquisa e extensão que buscam refletir sobre as religiões a partir de questões teóricas e metodológicas da História Cultural. O laboratório é coordenado pelos professores Carlos André Silva de Moura, Mário Ribeiro dos Santos e Sandra Simone Moraes de Araújo.

Para mais informações sobre o LEHR
Site: https://lehrupe.webnode.page/
Instagram: @lehrupe

Reitora da UPE encaminhou ofícios disponibilizando equipe para reconstrução das sedes três poderes em Brasília

 

No dia 17 de janeiro, a Profa. Dra. Maria do Socorro de Mendonça Cavalcanti, a Reitora da UPE, encaminhou ofícios aos presidentes da República, Câmara dos Deputados, Senado Federal e Supremo Tribunal Federal. A gestora disponibilizou os serviços técnico e intelectual da comunidade acadêmica para colaborar, de modo voluntário, no processo de reconstrução e restauro do patrimônio cultural do país. “Temos o objetivo de contribuir com a reconstrução do patrimônio público e cultural após os ataques terroristas em Brasília. Devemos demonstrar que estamos resistentes a qualquer ação contrária à democracia, de ataques às instituições e ao Estado de direito”, destacou a reitora.

A UPE pode colaborar com pesquisadores em diferentes áreas, como os historiadores, antropólogos, advogados, engenheiros e outros profissionais que podem contribuir com o processo de restauro, catalogação dos bens, elaboração de políticas para evitar atos antidemocráticos, além da organização de espaços de memória para que estes eventos não voltem a acontecer. Ainda sobre as contribuições, a reitora destaca que “que precisamos ter atenção especial aos integrantes das forças de segurança que resistiram às invasões e impediram o pior. Por isso, também disponibilizamos psicólogos da nossa instituição para colaborar com o acompanhamento destes profissionais”.

A gestão da universidade acredita que a colaboração reforça o compromisso da UPE com os valores democráticos e o serviço público.

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