
A Universidade de Pernambuco (UPE) publicou uma instrução normativa, que estabelece os procedimentos a serem adotados nos cursos de graduação presenciais durante situações de excepcionalidade, como eventos climáticos extremos, desastres, insegurança social ou outros fatores críticos que afetem a mobilidade e a segurança da comunidade acadêmica.
A normativa é uma resposta direta às recorrentes dificuldades enfrentadas em períodos de fortes chuvas e alagamentos, especialmente em regiões do Estado que sofrem com impactos severos na mobilidade urbana. O objetivo é garantir continuidade das atividades pedagógicas com responsabilidade e cuidado, preservando a segurança de estudantes, docentes e técnicos administrativos.
“Estamos institucionalizando um protocolo seguro para agir diante de contextos de emergência, sem comprometer o calendário acadêmico, nem expor nossa comunidade a riscos”, explica a reitora da UPE, Prof.ª Socorro Cavalcanti.
A partir da suspensão oficial das atividades presenciais, quando houver emissão de alerta pela APAC, Defesa Civil ou autoridades municipais, as unidades poderão adotar: Atividades didático-pedagógicas remotas (síncronas, assíncronas ou outras estratégias adaptadas); Reprogramação das atividades presenciais obrigatórias, como práticas de laboratório, inclusive com possibilidade de uso de sábados letivos; Registro de frequência com base na entrega das atividades propostas ou presença em ambiente virtual; Validação das atividades realizadas para fins de integralização da carga horária, sem necessidade de reposição presencial.
Além disso, fica vedada a realização de avaliações durante os períodos excepcionais e qualquer atividade remota fora dessas situações, salvo quando prevista no projeto pedagógico do curso. A normativa também recomenda a adoção do teletrabalho para atividades administrativas não essenciais, sempre que a suspensão presencial for decretada.
As decisões sobre suspensão de atividades deverão ser alinhadas entre as unidades e a Reitoria, garantindo coesão institucional e comunicação eficiente com toda a comunidade acadêmica. Em casos omissos, as deliberações serão feitas pela Gestão Central em conjunto com as direções dos campi e unidades de educação e saúde.
A nova regulamentação já está em vigor e representa mais um passo da UPE rumo a uma gestão acadêmica sensível, inclusiva e preparada para os desafios do nosso tempo.
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