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Projeto de egresso do PROFEI - UPE, sobre Práticas pedagógicas em Química, é premiado pela FACEPE

Publicado em 18/12/2025

Publicado em 18/12/25

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), da Secretaria de Educação (SEE) e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado (Facepe), realizou, nos dias 10 e 11 de dezembro, o encerramento do edital nº 19/2025 do Compet Médio-Tec. A iniciativa fomentou propostas de extensão tecnológica desenvolvidas por professores e estudantes da rede estadual, apoiando 100 projetos e envolvendo cerca de mil estudantes em jornadas formativas voltadas às tecnologias do futuro.

Entre os destaques apresentados está o projeto “Química Tátil”, idealizado pelo Prof. Idalmir Nunes, egresso do Programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva (PROFEI), da UPE. O docente, hoje na Escola Técnica Estadual Jurandir Bezerra Lins, criou uma tabela periódica tátil com audiodescrição, após enfrentar o desafio de ensinar química a estudantes cegos e com baixa visão em sala de aula.

“Apoio é essencial para desenvolver o trabalho e contemplar alunos que contribuam para melhorar ainda mais o projeto”, afirmou o professor, destacando a importância do edital para o aprimoramento da pesquisa. O Compet Médio-Tec contou com um investimento total de R$ 3,34 milhões, destinado à promoção de inovação e tecnologia educacional na rede estadual de Pernambuco.

A experiência profissional e a formação no PROFEI motivaram o docente a transformar inquietações em soluções pedagógicas inovadoras. “Eu fiquei muito preocupado em como ajudar esses alunos, principalmente a aluna cega que tive, como ensinar química a ela. Então, surgiu a ideia de fazer um projeto para que os alunos entendessem como eram feitas as fórmulas dos compostos”, relatou.

Ao aprofundar o estudo, o Professor Idalmir percebeu que a compreensão das fórmulas exigia acessibilidade à tabela periódica. “Como vão saber fazer a fórmula dos compostos se não conhecem a tabela periódica? Quais informações básicas um aluno cego precisa?”, questionou, dando início ao desenvolvimento do recurso inclusivo, hoje a tabela é equipada com QR Code e audiodescrição para alunos em fase inicial de aprendizagem do braille.

Com 38 anos de carreira e retorno à rede pública após atuar por anos na rede particular, o professor resume sua motivação em compromisso social. “É como se fosse uma dívida com a escola pública. Participar desse processo e ampliar o acesso democrático ao conhecimento científico é um prazer”, reiterou.

O projeto segue em desenvolvimento e evidencia como a integração entre a formação Stricto Sensu da UPE, o apoio institucional por meio de políticas de fomento e as práticas escolares pode resultar em soluções inclusivas e aprimorar o processo de ensino e aprendizagem na rede estadual.