//

UPE realiza Fórum sobre Hanseníase em Pernambuco

Publicado em 24/09/2025



A Universidade de Pernambuco (UPE) sediou, na última terça-feira (23), o Fórum Pernambucano de Saúde em Defesa das Pessoas Afetadas pela Hanseníase, um espaço civil organizado que discute demandas relacionadas ao cuidado e à garantia de direitos da população atingida pela doença. O encontro ocorreu das 8h30 às 11h30, na Reitoria da UPE, no bairro de Santo Amaro, Recife, com a participação da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) e de diversas instituições da sociedade civil.

Criado em 2022, o Fórum é coordenado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão Cuidado e Direito à Saúde de Populações Vulneráveis da FENSG-UPE e reúne representantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), do Centro Social da Mirueira, docentes e discentes de universidades, além de representantes das gestões municipais e estadual de saúde. As reuniões são realizadas bimensalmente, na Reitoria da UPE.

Nesta edição, foram discutidos temas como a apresentação do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN), o Seminário de Educação para Hanseníase de Pernambuco, o Fórum Social Brasileiro de Doenças Negligenciadas, além das demandas apresentadas pelo Morhan em Recife e Jaboatão. Outras questões relacionadas à melhoria da qualidade de vida de pacientes também entraram em debate.

De acordo com dados da SES-PE, em 2024 foram diagnosticados 1.699 casos novos de hanseníase na população geral e 108 em menores de 15 anos. O coeficiente de detecção geral da doença foi de 17,81 casos por 100 mil habitantes, enquanto em menores de 15 anos o índice atingiu 5,48 por 100 mil habitantes.

Já em 2025, apenas no primeiro trimestre (janeiro a março), foram identificados 428 novos casos, sendo 22 em menores de 15 anos. A rede estadual de atendimento é composta por unidades básicas de saúde municipais e serviços de referência em níveis secundário e terciário. Entre os hospitais de referência estão o Hospital Geral da Mirueira, em Paulista, e o Hospital Otávio de Freitas (ambulatório de dermatologia), no Recife.

Para os organizadores, manter o fórum ativo significa enfrentar o estigma histórico da hanseníase e ampliar a atenção integral às pessoas acometidas pela doença. A expectativa é que o espaço siga fortalecendo diálogos entre usuários, movimentos sociais, instituições acadêmicas e serviços de saúde, consolidando avanços na luta por uma assistência mais justa e humanizada.